...."Desde Latitude e Noite de Pedra, ou seja, quase há cinquenta anos, que a sua palavra poética ganhou esse estatuto de se afirmar como uma das vozes mais expressivas do neo-realismo literário de meados deste século, preocupado em ser um poeta realista, sim, por horizontes que transpusessem a simples realidade e lhe conferissem a firmeza e verdade de saber comunicar profundamente com os outros, porque foi sempre um Poeta que modelou a palavra com a mesma arte e sabedoria de quem na força do escopro e do cinzel sabia trabalhar a pedra ou lavrar o seu campo cheio de poemas. E por isso Luís Veiga Leitão soube, pela clareza do seu verbo, pela simplicidade formal e sentida reabilitação do real, avançar pelos caminhos do sonho, no canto e descante de uma poética que, amassada nas mais fundas raízes do que a vida lhe fez conhecer e viver, nos conduziu pelas veredas do sonho nesse inalterável desejo de mudar a vida e o próprio destino dentro dela."

Luís Adriano Carlos.....

 

"...na esteira dos grandes modernos, Luís Veiga Leitão, poeta realista e onírico que se considera da 'espécie dos seres utópicos', procura em cada palavra esse 'pequeno diamante' onde se reflecte a essência das coisas e dos seres, a consciência crítica do mundo, o seu sentido originário e a sua constante reinvenção"

Serafim Ferreira.....

Biografia (breve)

 

 

 

 

....A vida de um Poeta, seja qual, é sempre maior que a sua poesia, qual a maior. Rimbaud ou Rilke. Porquanto nele as palavras, todas as palavras intactas se quebram. Incapazes de transportar o peso que ele poeta carrega.
....No fundo o poema, qualquer poema, é um canto de derrota: silêncio e voz de fracturas.

Linhas do Trópico e Longo Caminho Breve