|
Luís Veiga Leitão,
pseudónimo de Luís Maria Leitão, nasceu em Moimenta da Beira a 27 de
Maio de 1912. Faleceu a 27 de Outubro de 1987, no mesmo dia e mês em
que vinte anos antes em condições trágicas e traiçoeiras morrera Che
Guevara, também as suas palavras eram de libertação. De liberdade para
a alma de cada um de nós, nas viagens da sua poética que o fez ser uma
das vozes mais expressivas nos tempos de fascismo, proclamando sempre
que "a Poesia deve ser feita por todos".
...."Desde Latitude e Noite de Pedra, ou seja, quase há cinquenta anos, que a sua palavra poética ganhou esse estatuto de se afirmar como uma das vozes mais expressivas do neo-realismo literário de meados deste século, preocupado em ser um poeta realista, sim, por horizontes que transpusessem a simples realidade e lhe conferissem a firmeza e verdade de saber comunicar profundamente com os outros, porque foi sempre um Poeta que modelou a palavra com a mesma arte e sabedoria de quem na força do escopro e do cinzel sabia trabalhar a pedra ou lavrar o seu campo cheio de poemas. E por isso Luís Veiga Leitão soube, pela clareza do seu verbo, pela simplicidade formal e sentida reabilitação do real, avançar pelos caminhos do sonho, no canto e descante de uma poética que, amassada nas mais fundas raízes do que a vida lhe fez conhecer e viver, nos conduziu pelas veredas do sonho nesse inalterável desejo de mudar a vida e o próprio destino dentro dela." Luís Adriano Carlos.....
Serafim Ferreira..... |
....A
vida de um Poeta, seja qual, é sempre maior que a sua poesia, qual a maior.
Rimbaud ou Rilke. Porquanto nele as palavras, todas as palavras intactas
se quebram. Incapazes de transportar o peso que ele poeta carrega.
....No fundo o poema, qualquer poema, é um canto de derrota: silêncio e voz de fracturas. Linhas do Trópico e Longo Caminho Breve |